O papel das atividades lúdicas na educação

A importância das atividades lúdicas na educação é o ato de preparar a criança para o desempenho do papel  para a compreensão do funcionamento do mundo, para demonstrar e vivenciar emoções. O lúdico na educação infantil proporciona uma aprendizagem interativa e prazerosa, e é através dele que a criança aprende brincando.

Segundo Pereira (2005, p. 20),  as atividades lúdicas são muito mais que momentos divertidos ou simples passatempos e, sim, momentos de descoberta, construção e compreensão de si; estímulos à autonomia, à criatividade, à expressão pessoal. Dessa forma, possibilitam a aquisição e o desenvolvimento de aspectos importantes para a construção da aprendizagem. Possibilitam, ainda, que educadores e educando se descubram, se integrem e encontrem novas formas de viver a educação.

O lúdico é uma metodologia que leciona brincando, sem grandes cobranças, e isso torna a aprendizagem significativa. Tanto os jogos como as brincadeiras proporcionam na educação infantil desenvolvimento físico mental e intelectual.

O lúdico e seus papéis na educação:

  • As atividades lúdicas possibilitam a formação do autoconceito positivo;
  • As atividades lúdicas possibilitam o desenvolvimento da criança, afetivamente, pois convive socialmente e opera mentalmente.
  • O brinquedo e o jogo são produtos de cultura e seus usos permitem a inserção da criança na sociedade;
  • Brincar é uma necessidade básica assim como é a nutrição, a saúde, a habitação e a educação;

Nos jogos e brincadeiras, além de possibilitar o desenvolvimento da criatividade, ainda consegue-se reforçar os estudos já aprendidos e adquirir novas habilidades. A criança também aprende a lidar com frustrações ao longo do tempo de uma maneira saudável. As brincadeiras proporcionam muitos benefícios, pois desenvolvem a cooperação, as regras, o respeito ao próximo, e as diferenças entre outros.

Os recursos educacionais inseridos nestas atividades facilitam o desenvolvimento e a aquisição de novos conhecimentos, pois aguçam a curiosidade, os contatos sociais que possibilitam atitudes para uma aprendizagem de qualidade.

As atividades lúdicas também ajudam no desenvolvimento cognitivo e social de crianças autistas, e segundo Tuchman (2004), faz-se necessário salientar que a maioria dos autistas apresentam desempenho intelectual desigual, melhor desempenho em habilidades motoras e espaciais e de 60 a 70% dos autistas apresentam déficit cognitivo.

As brincadeiras visam desenvolver todo o potencial social, afetivo e cognitivo da criança portadora do autismo. Proporcionando uma sessão prazerosa, e respeitando todas as etapas do seu desenvolvimento. Por meio de uma brincadeira uma criança autista pode aprender a relacionar-se com outras, aprender a pedir, esperar, argumentar, saltar, rastejar, correr, agachar e escalar dentre tantos outros benefícios.

Nada melhor do que fazer com que uma criança sinta a realidade do que lhe foi ensinada através daquilo que ela mais gosta de fazer, que é brincar.

“A criança é um ser em criação. Cada ato é para ela uma ocasião de explorar e de tomar posse de si mesma, ou, para melhor dizer, a cada extensão a ampliação de si mesma. E esta operação, executa-a com veemência, com fé: um jogo contínuo. A importância decorre de conquista em conquista, uma vibração incessante”. Maria Montessori

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